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Para criar um perfume é preciso ter conhecimento do que o olfacto (o nariz!) do consumidor procura, transformando movimentos culturais, sociais e políticos em notas olfativas. Algumas fragrâncias nascem para repousar o espírito; outras, para serem disruptivas, intervir no tempo.

 

Muitos dos perfumes, hoje icônicos, foram lançados no pós-Segunda Guerra Mundial. Havia uma razão, na sociedade de consumo que se ampliava:  refletir a necessidade de a sociedade esquecer os horrores e buscar alguma forma de felicidade. Assim, alguns perfumes nasceram para enaltecer a feminilidade e, outros, a liberdade de uma mulher que passava a se realizar também na atividade profissional. Algumas fragrâncias lançadas de poucas décadas para cá passaram a celebrar os novos movimentos de libertação do corpo, incluindo a androginia. 

 

O conteúdo (e, portanto, os aromas) dos perfumes são, por evidente, importantes, mas a concepção dos frascos e embalagens são também realizadas por profissionais de design e pesquisa de comportamento que buscam, em cada detalhe, uma forma de refletir o espírito de seu tempo. 

 

A força de um perfume deve-se basicamente à concentração e ao equilíbrio das matérias-primas; um perfumista pode chegar a dispor de mais de 2 mil  ingredientes para criar uma fragrância.

 

A metodologia da escola francesa de perfumaria Cinquieme Sens  -- cujo slogan é “Mais você sente, melhor você se sente”-- considera que são sete as famílias olfativas: Amadeirados, Aromáticos, Cítricos, Chipre, Floral, Fougère e Oriental. Assim cada perfume pode ser identificado conforme a sua característica mais marcante.

 

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Algumas curiosidades sobre perfumes (para aguçar a sua vontade de se tornar, quem sabe?, um perfumista...)

 

Evolução: é a reação química do perfume aplicado sobre a pele, o que explica o porquê de o mesmo perfume produzir cheiros diferentes em pessoas diferentes.

 

Fixação: é o tempo em que a fragrância pode ser sentida. Não há, obrigatoriamente, um elemento fixador na fixação se dá pela qualidade e volatilidade das essências utilizadas.

 

Perfumista (em francês, parfumeur): o criador de perfumes

 

Osmólogo: o profissional especialista em perfumes

 

Sillage (em francês): o rastro que o perfume deixa.

 

As designações de perfumes 

são em número de cinco, segundo a concentração da essência (quanto mais concentrada, mais intenso será o aroma produzido):

Parfum (extrato) - de 20% a 40% de concentração da essência.

eau de parfum - de 15% a 20% de concentração da essência

eau de toilette - de 5% a 15% de concentração da essência

eau de colônia - de 2% a 5% de concentração da essência

eau fraîche - de 1% a 3% de concentração da essência

 

 

Finalmente, cabe uma palavra ao protagonista principal desta exposição: o NARIZ, este fascinante órgão do corpo humano, saliente, situado no terço médio da altura da face e que constitui a parte inicial das vias respiratórias. O nariz é composto de ossos e de cartilagens, que estruturam o seu esqueleto. Ele contém, na parte anterior, as fossas nasais, que são duas cavidades cobertas por mucosas que se oferecem ao mundo exterior por meio de dois orifícios: as narinas. Agora que você relembrou a aula, na escola, sobre o nariz, lembre-se que o perfumista-inventor de fragrâncias, na França, é chamado de “Le Nez”: o Nariz!